A saúde da mulher envolve necessidades que acompanham diferentes fases da vida e demandam acompanhamento contínuo, acesso a tratamentos e suporte para a continuidade do cuidado. Nesse contexto, iniciativas que contribuem para reduzir barreiras ao acesso a medicamentos podem desempenhar um papel importante na promoção da saúde e do bem-estar feminino.
Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram que as mulheres utilizam mais os serviços de saúde do que os homens. Enquanto mais de 312 milhões de homens foram atendidos, as mulheres ultrapassam 370 milhões de atendimentos. Considerando o último ano analisado, foram mais de 725 milhões de pacientes masculinos frente a mais de 860 milhões de pacientes do sexo feminino.
Os números ajudam a compreender uma realidade importante: as mulheres representam uma parcela significativa das jornadas de cuidado, da prevenção, do acompanhamento de doenças crônicas e da busca por suporte à saúde mental.
Por que a saúde da mulher exige atenção contínua?
Ao longo da vida, as mulheres vivenciam diferentes necessidades de saúde que podem exigir acompanhamento médico, realização de exames, terapias e uso contínuo de medicamentos.
Entre os cuidados mais frequentes estão:
- acompanhamento da gestação;
- exames preventivos;
- vacinação contra HPV e outras doenças;
- cuidados relacionados à menopausa e perimenopausa;
- tratamentos para condições crônicas;
- atenção à saúde mental.
Esse cenário reforça a importância de criar mecanismos que favoreçam o acesso aos tratamentos prescritos e contribuam para a adesão terapêutica.
Segundo Marília Sabbato, Diretora de Negócios Corporativos da Funcional, o acesso aos medicamentos vai além da questão financeira.
“Entendemos que o acesso a medicamentos não é apenas uma questão de custo, mas de dignidade e qualidade de vida. Na Funcional, nosso objetivo é ser o parceiro de confiança que conecta as mulheres aos cuidados que elas merecem, promovendo a adesão e a continuidade dos tratamentos de forma democrática e eficiente, independente da patologia.”
O papel do Benefício Farmácia na saúde da mulher
Como parte das estratégias de saúde corporativa, o Benefício Farmácia pode contribuir para aproximar pacientes dos tratamentos prescritos e apoiar a continuidade do cuidado.
Ao facilitar o acesso aos medicamentos, o benefício ajuda a reduzir barreiras que podem impactar a adesão terapêutica e a manutenção de tratamentos de longo prazo.
Para organizações que buscam ampliar iniciativas voltadas ao bem-estar dos colaboradores, compreender as necessidades específicas da saúde feminina é um passo importante para o desenvolvimento de jornadas de cuidado mais abrangentes.
Além dos aspectos relacionados à prevenção e às condições clínicas específicas da mulher, a atenção à saúde mental também merece destaque.
O que os dados mostram sobre a jornada de saúde mental feminina?
Levantamento realizado pela Funcional com base no comportamento dos usuários do Benefício Farmácia nos últimos dois anos evidencia uma presença significativa das mulheres nas jornadas relacionadas à saúde mental.
Os dados mostram que elas concentram:
- 62% do consumo de antidepressivos;
- 62% do consumo de analgésicos;
- 59% do consumo de sedativos e ansiolíticos.
Os números não indicam necessariamente maior prevalência clínica dessas condições entre mulheres, mas apontam uma participação mais expressiva nos processos de busca por cuidado, diagnóstico e adesão aos tratamentos.
Essa realidade reforça a necessidade de uma visão mais abrangente sobre saúde feminina, considerando fatores que vão além das condições físicas e clínicas.
Saúde feminina, sobrecarga e bem-estar no ambiente corporativo
A discussão sobre saúde da mulher também passa pela compreensão dos diferentes fatores que influenciam o bem-estar ao longo da vida.
De acordo com Marília Sabbato, é importante que as organizações ampliem seu olhar sobre as necessidades específicas desse público.
“Nosso foco é fazer com que as organizações olhem para a diversidade não apenas como pauta reputacional, mas percebendo o valor estratégico. O público feminino pode estar mais exposto a sobrecargas acumuladas, buscando mais cuidado e obtendo maior índice de diagnóstico e adesão.”
A executiva destaca ainda que o bem-estar é influenciado por diferentes aspectos da experiência de vida.
“E o mais importante: o bem-estar não é neutro. Ele atravessa gênero, rotina, carga mental e experiência de vida. O papel das organizações não é só conscientizar, mas também promover essa jornada completa e o olhar especializado para elas, e os dados podem ajudar.”
Como as empresas podem apoiar a saúde da mulher?
À medida que a pauta da saúde feminina ganha mais relevância nas estratégias corporativas, cresce também a importância de iniciativas que promovam acesso, continuidade do cuidado e acompanhamento das jornadas de tratamento.
Nesse contexto, benefícios voltados à assistência farmacêutica podem contribuir para reduzir barreiras de acesso, fortalecer a adesão terapêutica e apoiar uma gestão de saúde mais conectada às necessidades dos colaboradores.
Os dados mostram que as mulheres são protagonistas na utilização dos serviços de saúde, na realização de tratamentos e na busca por cuidados preventivos. Por isso, compreender suas jornadas e promover acesso contínuo aos tratamentos pode representar um importante diferencial para organizações que desejam investir em saúde, qualidade de vida e bem-estar.
