A hipertensão arterial continua sendo uma das condições crônicas mais relevantes para a saúde da população brasileira. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 388 pessoas morrem por dia no Brasil em decorrência da hipertensão arterial, condição associada como uma das principais causas de doenças cardiovasculares.
Quando não controlada adequadamente, a hipertensão pode elevar em cerca de três vezes o risco de infarto agudo do miocárdio, quadruplicar o risco de acidente vascular cerebral (AVC) e aumentar entre duas e três vezes a probabilidade de insuficiência cardíaca.
Nesse cenário, um levantamento realizado pela Funcional, pioneira e líder em programas de acesso e adesão em saúde no Brasil, mostra que os medicamentos para hipertensão arterial sistêmica (HAS) representaram 36,1% dos tratamentos contínuos analisados no último ano. O resultado consolida a hipertensão arterial como a principal jornada crônica da base analisada e evidencia o avanço das condições cardiometabólicas entre beneficiários de programas corporativos de saúde.
Hipertensão arterial está frequentemente associada a outras doenças crônicas
A análise foi realizada entre maio de 2025 e abril de 2026 com base no comportamento de titulares e dependentes do Benefício Farmácia.
Os dados mostram que a hipertensão arterial raramente ocorre de forma isolada.
Entre as pessoas em tratamento para hipertensão:
- 48,4% também utilizam medicamentos para controle do colesterol;
- 32,4% realizam tratamento para diabetes;
- 22,4% utilizam simultaneamente terapias para hipertensão, colesterol alto e diabetes.
Os resultados indicam uma jornada de cuidado cada vez mais integrada e complexa, na qual múltiplas condições crônicas coexistem e exigem acompanhamento contínuo.
Segundo Ricardo Moraes, Diretor Médico da Funcional:
“Os números mostram que a hipertensão aparece cada vez mais associada a outros fatores de risco, como diabetes e colesterol, o que exige uma visão mais integrada da saúde. Para as empresas, compreender essa jornada é fundamental para estruturar programas de cuidado mais eficientes, promover adesão aos tratamentos e apoiar a gestão da saúde de forma sustentável.”
Por que a hipertensão arterial continua sendo um desafio de saúde pública?
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a hipertensão arterial permanece entre as doenças crônicas mais prevalentes do país, afetando aproximadamente 30% da população adulta brasileira.
A condição está diretamente relacionada a fatores como:
- aumento do risco cardiovascular;
- envelhecimento populacional;
- obesidade;
- sedentarismo.
Entre a população idosa, a prevalência da hipertensão ultrapassa 60%, reforçando seu impacto no sistema de saúde e na qualidade de vida.
Os dados observados pela Funcional refletem esse cenário e demonstram a relevância crescente das condições cardiometabólicas no Brasil.
Tratamentos para hipertensão se concentram em pessoas acima dos 45 anos
O levantamento também identificou forte concentração dos tratamentos cardiovasculares em faixas etárias mais elevadas.
Os beneficiários com mais de 45 anos representam 69% dos usuários em tratamento para hipertensão arterial.
Dentro desse grupo:
- pessoas entre 45 e 59 anos concentram 29,9% dos usuários da categoria;
- beneficiários entre 60 e 74 anos respondem por 31,7% do valor movimentado em medicamentos anti-hipertensivos.
Os números demonstram como o avanço da idade está associado ao aumento da incidência e da complexidade das doenças cardiometabólicas, tornando o acompanhamento contínuo ainda mais importante.
Principais medicamentos utilizados no tratamento da hipertensão arterial
Entre as terapias mais utilizadas pelos beneficiários analisados, destacam-se os antagonistas da angiotensina II.
Essa classe reúne medicamentos como:
- losartana;
- valsartana;
- olmesartana.
Juntos, esses tratamentos concentram 56,7% dos usuários da categoria e representam 40% do valor movimentado em medicamentos anti-hipertensivos na base analisada.
Na sequência aparecem os betabloqueadores, grupo que inclui medicamentos como:
- atenolol;
- metoprolol;
- bisoprolol.
Essa classe está presente em 34,6% dos tratamentos avaliados.
A importância do acompanhamento contínuo da hipertensão arterial
O envelhecimento da população economicamente ativa e o aumento da prevalência das doenças cardiometabólicas reforçam a necessidade de iniciativas que favoreçam a continuidade do cuidado.
Segundo Ricardo Moraes:
“Quando observamos o envelhecimento da população economicamente ativa e o aumento da prevalência das doenças cardiometabólicas, fica evidente a importância de iniciativas que favoreçam o acompanhamento contínuo do tratamento. O acesso aos medicamentos, aliado ao uso inteligente de dados, contribui para prevenir agravamentos, reduzir riscos e promover melhor qualidade de vida aos colaboradores.”
Os resultados do levantamento reforçam a importância de compreender a jornada da hipertensão arterial de forma integrada, considerando sua relação com outras condições crônicas como diabetes e colesterol elevado. Para empresas que investem em saúde corporativa, esse entendimento pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias voltadas à promoção da adesão aos tratamentos e ao cuidado contínuo dos beneficiários.
